As Línguas e as JIA. Primeiras impressões

¡Seguimos con el Circo de Harris! Después de que se transmitiera mucho pus en el anterior post, Gherri MacZorza nos trae esta reflexión lingüística sobre las JIA, las lenguas y las conas. Ya sabéis, si queréis aportar algo, solo tenéis que mandar el texto y las imágenes que querías meter(le) al correo grupoarqueologiasocial@gmail.com ¡Adelante la sangre!

Linguas e JIA. Muitas entraredes aqui polo morbo.

Todas estavades aguardando por um dossier sobre o que passou em Burgos com multidom de pos-adolescentes pos-modernos com um desconto sobre as cervejas num bar. Uy! Isso pode dar para muito, mais nom é aquelado falar disso neste momento. E ao tema, centrai-vos! Eu vinha aqui para falardes do meu livro, ao estilo tell-and-go tam de moda nas JIA, yatusabeh.

 

Pois algo assi… Primeiro começaremos falando de conas.

Quando se mantém umha conversa com gente procedente de diferentes comunidades linguísticas é normal que existam dúvidas e mal-entendidos. Nom disponho das estatísticas da origem das comunidades linguísticas que leem esta página, mais suponho que muitas estam educadas e som principalmente falantes em espanhol. Pois aqui temos a primeira confussom divertida e que nos pode servir como ilustraçom do resto do texto. Para ti, suposta pessoa de cultura espanhol-falante, o texto que acompanha a esta imagem nom te produze nengum tipo de reacçom. Desgraçada que és. Agora modifica a palavra KONA por COÑO. Si, cona, em galego, é coño. Agora entendes a brincadeira? Pois este carro vai chamar-se Kauai em Portugal, onde falam português, porque cona em português significa o mesmo que em galego. Em câmbio, na Galiza, este veículo seguirá chamando-se Kona, porque total, para as quatro pessoas que falam galego, que mais dará.

Sintomático, e curioso. Pois o mesmo passa na cencia arqueológica por muito que esta seja alternativa, fora da Academia, etc. Senom olhemos umha das petições do famoso change.org (esquerda) e a consequente resposta do Comité Organizador das JIA de Burgos 2017(direita):

A resposta do Comité é “hacerse el gallego” no sentido mais “peyorativo. Segundo os seres nojentos que usam este termo é dar largas e tal. Ao caso, que senom me enveneno com este tema, o Comité deu por resposta, que sim, que todo correto, mais que coma só sabemos espanhol, português e inglês, pois só entendemos estas, e passamos de aceitar outras línguas, nom vaia ser que nom a entendamos, total…

Um outro exemplo de como se normaliza e se identifica a língua privilegiada do estado-naçom para com a língua veicular para fazer cencia.

Entom? Como foi o choio?

As três línguas que só se podiam empregar para escrever/comunicar-se nas JIA 2017 deste ano eram o inglês, o português e o espanhol.

Nom teve conhecimento do uso do inglês em nengumha comunicaçom/workshop, mais suponho que se foi usado, este idioma seria por algumha companheira portuguesa ou por algumha europeia (note-se a ironia). Também, porque assumir este idioma coma língua única de comunicaçom genérica para quem nom empregue o espanhol nem o português? Mais este é um debate posterior, que também se poderia produzir. Assumamos que a escolha desta língua é aceitável, e continuemos.

As companheiras que provenham do estado português som as que assumimos que falaram em português. Mais arriba aventurei que seria alguém desta comunidade linguística quem falaria em inglês. Isto vem póla própria animadversom que parece que tenhem com o seu próprio idioma e que pensam que som menos por falar na sua própria língua fora das suas fronteiras. Também é um debate interessante. Em resumo, que estas assumem que a língua de uso no estado espanhol é, por lógica, o espanhol. Nom há coisa que suporte menos que umha portuguesa tentando falar espanhol para comunicar-se com umha galego-falante. Minha mãe! Que somos do mesmo tronco linguístico! Rediós!

O terceiro dos idiomas legais é o espanhol. Sim, e escolho empregar este termo por riba do de castelhano, porque penso que explica perfeitamente a assunçom de que na Espanha fala-se espanhol. E ponto. Esta ideologia esta subjacente nas que redactarom o comunicado do Comité posto mais arriba. Assume-se que todas as pessoas que provenham do estado espanhol tenhem a obriga e o dever de comunicar em espanhol. Nom vos quero contar o que foi a foi a minha odisseia para que o resumo da comunicaçom fora escrito na norma ortográfica do português. E quem me conheça saberá dos meus problemas para a oralidade no castelhano

Este mesmo ano 2017 adequou-se o famoso decálogo das JIA, para aceitar qualquera língua falada tanto dentro da Península Ibérica como nos territórios em extra-peninsulares que tenhem os dois estados. Veremos em que se traduze no ano que vem.

De todas formas, vou fazer umha reflexom. Está claro que como emissor, eu pretenderei que a minha mensagem chegue ao maior número de receptoras possível, entom eu terei que realizar um esforço por fazer-me entender e, no lado inverso, esse público também tem que fazer um esforço por querer entender. O querer é poder.

E agora diredes. Muito bonito todo o discursinho e tal, mais, se disse de fazer um esforço para comunicar, porque escreves todo este texto em gallego o em portugues o algo similar. Quando eu escolho a minha língua, e umha norma escrita para esta, estou reafirmando a minha identidade. Ti, ao julgares negativamente isto, estas-te reafirmando na tua identidade.

Para o ano que vem?

Tocará aprender catalam, já que as JIA som em Tarragona, ou nom será preciso comunicar nesse idioma para fazermo-nos entender?

Na teoria e na praxe…

Gherri MacZorza

 

Deja una respuesta

Introduce tus datos o haz clic en un icono para iniciar sesión:

Logo de WordPress.com

Estás comentando usando tu cuenta de WordPress.com. Salir /  Cambiar )

Imagen de Twitter

Estás comentando usando tu cuenta de Twitter. Salir /  Cambiar )

Foto de Facebook

Estás comentando usando tu cuenta de Facebook. Salir /  Cambiar )

Conectando a %s